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Mediação Empresarial em Números: Estudo revela R$ 46 bilhões movimentados e consolida avanço da mediação privada no Brasil

O mais recente levantamento nacional sobre mediação institucional no Brasil, “Mediação em Números: 2022 a 2024”, revela uma transformação significativa no cenário da mediação empresarial. Ao longo do triênio, 6 das principais câmaras do país reportaram a movimentação de R$ 46 bilhões em disputas mediadas, com crescimento expressivo no número de casos e diversidade dos temas abordados.

A pesquisa, coordenada por Vera Cecília Monteiro de Barros — mediadora certificada pelo ICFML — e por Daniela Monteiro Gabbay, contou com a colaboração de seis câmaras brasileiras de referência: CAM-CCBC, CAMARB, CBMA, CAM-CIESP/FIESP, FGV e AMCHAM, várias delas parceiras institucionais do ICFML.

Crescimento quantitativo e amadurecimento qualitativo – O estudo mostra um avanço consistente: o número de mediações iniciadas passou de 18 em 2022 para 24 em 2024, com uma taxa de conversão (requerimentos que resultaram em mediações efetivas) que atingiu 56% em 2024 — um sinal de maior aceitação e maturidade do uso da mediação.

Além disso, destaca-se a ampliação do escopo temático dos casos mediáveis, com foco em disputas societárias, contratos de fornecimento e infraestrutura, e a condução de projetos complexos pela Câmara FGV, com centenas de partes envolvidas, em especial em procedimentos de recuperação extrajudicial.

Profissionalização e estruturação do campo – O estudo também reflete o progresso na profissionalização da mediação privada no Brasil. Apesar dos avanços, a pesquisa evidencia que ainda há espaço relevante para o aperfeiçoamento técnico de mediadores e advogados que atuam em mediação. Elementos fundamentais para a condução estratégica dos procedimentos — como pareceres técnicos e planos de mediação — ainda são pouco utilizados, apesar de sua previsão e recomendação em boas práticas internacionais. Por outro lado, técnicas como o caucus (sessões privadas) já vêm sendo aplicadas com frequência, indicando um movimento positivo.

Este cenário reforça a importância da prática de critérios de qualidade, como os consagrados na certificação ICFML, bem como a necessidade de formação de elevada qualidade, como a assegurada pelos parceiros de formação do ICFML.

Adicionalmente, foram observadas iniciativas para integração da mediação com a arbitragem, com cláusulas escalonadas (MED-ARB) presentes em quase 50% dos casos, e incentivos práticos como descontos em taxas e janelas procedimentais durante arbitragens.

Para acesso ao estudo completo: Canal Arbitragem

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